Usem e Abusem 'Belezas'

Porque 'Acessórios são o ponto de exclamação de uma mulher'

Conhece a história dos brincos?

 

Antigamente, no começo do uso deste adorno, os brincos poderiam ser considerados como exclusividade masculina e curiosamente, acontece que o brinco mais antigo encontrado e documentado pertenceu a um homem!

Ele era um rei sumério que governava a cidade-estado de Ur (no atual Iraque).
Já na Bíblia há uma citação de Aaron, em Êxodo 32:2; “Tirai os brincos de ouro das orelhas de vossas mulheres, de vossos filhos e filhas, e trazei-mos!”
Mas, desde 2.500 a.C já havia pessoas a usar esse adorno.
Há relatos de que primeira função dos brincos era espantar espíritos malignos.

Naquela época acreditava-se que espíritos entravam nos corpos pelos orifícios. Criou-se então, um acessório para cobrir o orifício da orelha. Além disso, esse pequeno, (ou nem tanto) acessório também estava associado a piratas, que, segundo historiadores, o uso de brincos por um pirata significava que ele havia dado a volta ao mundo, ou pelo menos atravessado a Linha do Equador. Curioso não?
Marinheiros também usavam brincos para que, quando morressem, usassem o acessório para pagar o funeral e ter um enterro digno.
Entretanto, nem sempre o brinco foi usado tão livremente como nos dias de hoje. Na Ásia e no Oriente Médio, onde estão os primeiros registros, os brincos eram usados pela nobreza, para indicar uma posição social.
Algumas imagens, esculpidas nas paredes e muros remanescentes da Pérsia Antiga, nos revelam que essa prática também era muito comum entre os soldados desse império.
As estátuas egípcias costumavam retratar seus amados gatos, que também usavam brincos de argola para lembrar sua santidade.


Usem e abusem ‘Belezas’ 

Céu da Sorte

 

Impossível falar de turquesas e não lembrar da Turquia! A gema nacional do país possuía até um nome próprio, fayruz, e sempre foi considerada como uma gema da sorte. Aliás, o nome turquesa é de origem francesa e significa “pedra da Turquia”. Mas o que pouca gente sabe é que a Turquia não possui jazidas dessas pedras em especial.
Imagine uma época de mercantilismo e de expansão marítima, em que todos os produtos vendidos seguiam por rotas definidas para abastecer as mais diversas regiões. Um dos grandes centros de comércio do mundo sempre foi a cidade de Istambul, na Turquia, privilegiada por sua posição geográfica.
Os egípcios já valorizavam estas belezas, como gemas decorativas. Dizem as lendas que esta civilização também acreditava que as turquesas eram capazes de curar doenças relacionadas aos olhos, como cataratas, por exemplo. Também às pedras azuis eram atribuídos poderes místicos como prevenir acidentes e até detectar veneno de cobra. O azul era símbolo de regeneração, para egípcios, depois para os gregos e também para os curandeiros tibetanos. 
Longe de tudo isso, as populações mesoamericanas também cultuavam a beleza das turquesas. Astecas produziram amuletos, joias e até decorações inspirados por essas gemas. Mosaicos foram encontrados por estudiosos, assim como obras de arte e até esculturas. A mais famosa delas está exposta no Museu Britânico, um dos nove mosaicos semelhantes exibidos pelo espaço. Trata-se da serpente de cabeça dupla, uma peça do século XV levada do México à Europa pelos espanhóis. A escultura de madeira e cascas de conchas tinha simbolismo religioso, indicando o renascimento. 
Com a admiração de tantas civilizações, as turquesas nunca saíram do foco e permanecem até hoje como ornamento que demonstra sofisticação e poder. As joias com turquesas podem ser luxuosas, apresentando pedras naturais com veios em seus formatos ou gemas perfeitamente azuis, como o mais perfeito dia de céu aberto.

Usem e abusem ‘Belezas’

Chama Anjos

 

Os chamadores de anjos têm uma longa e interessante tradição. São esferas de metal, frequentemente trabalhadas ou inclusões de pedras preciosas e que emitem um suave tilintar… Diz-se que este som chama os anjos, as fadas, os espíritos protetores, em suma, os seres de luz e da alegria.
A origem dos chamadores de anjos perde-se na noite dos tempos. Algumas das referências mais antigas encontram-se na Índia, onde eram (e continuam a ser) usados pelas grávidas, presos em volta do ventre com uma fita. Esta prática tem como finalidade a protecção do bebé e da saúde da mãe durante a gravidez. Também eram usados na Europa, possivelmente desde tempos muito recuados, anteriores à chegada das chamadas Religiões do Livro. Originalmente, não tinham a ver com os anjos mas sim com os espíritos da natureza, com as fadas e, mais provavelmente com a ideia da “fada madrinha” que protege e concede os dons a cada criança.
Hoje em dia, existem chamadores de anjos numa bela profusão de formas e cores. Alguns são jóias belíssimas, com núcleos coloridos ou aplicações de filigrana. Muitos incluem pedras preciosas e, nestes casos, beneficiam ainda das qualidades energéticas de cada pedra. Naturalmente, os cristais também possuem as suas atribuições aos reinos angelicais, aos signos e aos dias de nascimento, pelo que são sempre muito enriquecedores. 
Sempre se acreditou que todos nascemos com uma “estrela” que nos guia… Com o passar do tempo as rocas foram então relacionadas com os anjos e, assim, também aceites pelo imaginário de cristãos, judeus e muçulmanos. Há referências datadas da Idade Média que atestam o seu uso com os mesmos objectivos de sempre – a invocação de entidades benignas para garantia de uma gravidez feliz, para protecção das crianças e para abençoar as suas vidas. Volvidos muitos séculos, não deixa de saltar à vista a semelhança entre anjos da guarda e fadas madrinhas..

Basta sacudi-las levemente para sentir a presença reconfortante dos Seres de Luz…

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A “aurora boreal incrustada na rocha”

 

A labradorita é descrita poeticamente nas lendas Inuíte (membros da nação indígena esquimó que habitam as regiões árticas do Canadá, Alasca e Groenlândia) como a “aurora boreal incrustada na rocha”.O nome da labradorita é atribuído ao local da descoberta do mineral na península de Labrador, no Canadá.

Embora a descoberta da labradorita tenha sido atribuída a um grupo de missionários que a encontraram no Canadá em 1770, sabe-se que esta gema foi usada pelos Beothuk antes do século XVIII.
Uma antiga lenda Inuíte narra que as luzes da aurora boreal foram aprisionadas na rocha ao longo da costa de Labrador, até que um bravo guerreiro a viu e decidiu libertá-la. Ele conseguiu soltar grande parte das luzes do norte com uma única lança. No entanto uma parte dela permaneceu presa na rocha, dando vida às fascinantes joias da labradorita
De acordo com as mesmas crenças, a labradorita desempenha um papel semelhante, envolvendo as almas dos ancestrais.

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Saiba qual o colar certo para cada tipo de decote

 

Colares, escapulários, gargantilhas e relicários funcionam sempre como um poderoso acessório, seja para uma produção diurna ou para um look ousado para a noite. Não existe uma camisa básica que não fique um charme se usadas com um belo colar.

Decote drapeado:
Prefira os  colares simples.
Decote reto:
Use gargantilhas coladas ao pescoço.
Decote em V:
Colares com muitas voltas.
Decote de um ombro:
Prefira usar uns brinco mais chamativos ou então uma pulseira, os colares não são aconselhados neste tipo de decote.
Regras
Se utilizar simultaneamente colar e brincos tenha atenção para que eles combinem. Se usar um colar muito chamativo, não use brincos.
Se tiver o peito grande, use colares colados ao pescoço, para evitar evidenciar ainda mais essa zona. O contrário serve para as pessoas com peito pequeno, neste caso pode abusar no tamanho.
Para as altas: cuidado com os colares muito curtos.
Para as mais baixas: tenham preferências por colares mais cleans, ou seja, mais limpos, com menos pingentes.
Para as de pouco pescoço: os colares mais grossos e coloridos e as gargantilhas tendem a acentuar o pouco pescoço. Escolha os mais discretos e compridos.
Para as de pescoço fino e longo: correntes e gargantilhas ficam muito bem.
Para as que estão acima do peso: use correntes ou colares longos. O comprimento não deve ultrapassar a altura da cintura.
Para as mais clássicas: pérolas.
Além do seu tipo físico, preste atenção na composição do decote com o colar.
Colar imponente só combina com brincos pequenos.
As correntes nunca saem de moda, mas não exagere. Muitas correntes achatam a silhueta e você corre o risco de ficar pirosa.
Roupas de tecidos leves e cores discretas “suportam” colares mais volumosos.
Cordões pequenos e médios combinam perfeitamente com trajes desportivos e roupas decotadas.
Para as com muito busto: colares próximos do pescoço ou correntes longas.
Para as com pouco busto: não tenha medo dos colares vistosos e coloridos

 

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Os poderes místicos da ametista


Lendas, folclore, cultura e acontecimentos ao longo da história influenciaram no surgimento da crença de que as pedras preciosas têm poderes místicos. No caso da ametista, a lenda sobre o surgimento da ametista, que envolve o deus Dionísio e a mortal Ametista, influenciou na crença de que esta pedra tem o poder de combater o vício do alcoolismo, acalmar a mente e afastar pensamentos negativos.
Na antiguidade, sacerdotes acreditavam que a ametista tinha poder de proteção e estava fortemente ligada à elevação espiritual. Por isso, na época, bispos da igreja católica usavam anéis de ametista.
A ametista também é fortemente relacionada à espiritualidade. A ela é atribuído o poder de transmutar energias negativas em positivas, proteção contra pensamentos ruins, tranquilizar a mente, elevar a intuição, despertar criatividade e fortalecer a mediunidade. Inclusive, na litoterapia — técnica que utiliza pedras naturais para alcançar cura energética, espiritual e física — a ametista é usada para os seguintes efeitos terapêuticos: amenizar problemas emocionais, melhorar o sono, aumentar a disposição, aliviar o stress, reduzir dores de cabeça e eliminar toxinas do corpo.
Na astrologia, a ametista tem um elo forte com o signo de peixes, mas também apresenta ligação com o signo de aquário, carneiro, gêmeos, caranguejo e sagitário.
De um modo geral, existem sugestões de pedras principais relacionadas a cada signo de acordo com a energia da pedra e as características do signo. Entretanto, é comum vermos versões diferentes de pedras dos signos. Isso ocorre porque esta definição dos cristais a determinado signo depende muito da visão de cada astrólogo.

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A Pedra da Lua

 

A Pedra da Lua é originária da Austrália e da Índia. Alguns povos a usavam como ingrediente para chás, crendo em sua capacidade de proteção interna contra doenças. Já para gregos e romanos, essa pedra era considerada como um amuleto de força e proteção: quem a carregava, atraía sorte e amor para si. Outro uso encontrado para esse cristal era na cultura árabe, sendo visto como pedra da família, capaz de abençoar, reger e purificar.
Seu nome tem origem no Sânscrito (Shandra Kanti) que significa raio da lua, o que reforça a forte conexão da pedra com o astro. Essa forte ligação permite que a Lua aumente suas influências sobre o corpo e a mente de quem o carrega consigo, trazendo saúde, boas energias e desenvolvimento emocional.
Suas propriedades são tão fortes que nos tempos antigos, na Índia, a Pedra da Lua não podia ser vendida, sendo vista como um item sagrado. Esses cristais eram considerados um elegante e imponente presente para pessoas importantes, como amantes ou pretendentes.
Ainda que possa ser usado tanto por homens quanto por mulheres, seu impacto no universo feminino é essencialmente maior. A Pedra da Lua fortalece a energia feminina, favorece a saúde da mulher, além de potencializar o poder de atração e magnetismo pessoal.

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A serpente

 

A serpente é símbolo de proteção, sorte, juventude eterna e imortalidade.
Na mitologia greco-romana, a figura da serpente surge com Asclépio (Esculápio) associada à cura, símbolo da medicina e da sabedoria.
Por outro lado, no mito de Laocoonte, sacerdote de Apolo (deus do Olimpo), a desobediência ao deus faz com que o mesmo envie duas grandes serpentes a fim de matar Laocoonte. A partir disso, a serpente representa o animal. Aliás, o grande herói da mitologia grega, Hércules, enfrentou o monstro Hidra, animal com corpo de dragão e nove cabeças de serpente.
Na mitologia nórdica, Jormungand é conhecido como a serpente de Midgard, filho de Loki, deus gigante do fogo, da trapaça, da magia, e de Angurboda, deusa do medo. Odin, deus da sabedoria e da guerra, rapta seus três filhos (Fenrir, Jormungard e Hel), de modo que lança Jormungand no oceano e, desde então, adquire uma forma figurada numa serpente gigante que envolve todo o mundo e também engole sua própria cauda, como “Ouroborus”
Talvez essa seja a imagem mais figurativa para a simbologia da continuação, da renovação que carrega a serpente, pois a imagem de “Ouroborus”, é aquela que engole sua própria cauda, formando um círculo, representando o cosmos, a totalidade, a energia cíclica.
No hinduísmo, no budismo e na Yoga, a serpente representa a força vital, a cura bem como a energia cósmica e sexual, associada ao Kundalini (energia física e espiritual concentrada na base da coluna), sendo a espinha dorsal, a representação da serpente (energia) que chega até a cabeça, trazendo a cura e o equilíbrio cósmico.
Da mesma maneira, no Xamanismo, a serpente, animal que troca sua pele é considerado o devorador de doenças, e por isso, simboliza a cura, a sensualidade e também a vitalidade e a sabedoria.
Para os astecas e os toltecas, povos mesoamericanos, a imagem de Quetzálcoatl é representada por uma serpente com penas, no espanhol, “serpiente emplumada”, a divindade mais importante, do elemento água, da vida e da renovação. Além disso, representa a energia e a força.

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Ónix

Da Ásia às Américas, o ónix é encontrado em diversas regiões do mundo. O seu uso – seja como adorno de utensílios domésticos, seja como pedra terapêutica – remonta à Segunda Dinastia no Egito, na qual era utilizado para fazer tigelas e itens de cerâmica. Além disso, existem ainda registros de sua utilização na Grécia antiga, na Índia e na Pérsia.
A origem etimológica do vocábulo “ónix” vem do grego e do latim, remetendo à “garra” ou “unha”. Segundo a mitologia greco-romana, Cupido (Eros, para os gregos) teria cortado as unhas de Vênus (Afrodite). Estas, por sua vez, foram espalhadas pela Terra, transformando-se em seguida na pedra ónix, que carregaria a energia da Deusa do Amor.
A pedra ónix é considerada um amuleto de proteção. Segundo a crença, o uso desse cristal amplia a nossa força mental e afasta os pensamentos negativos. Além disso, ele purifica o nosso campo de energia pessoal, sendo um ótimo aliado contra ataques espirituais.
Essa pedra atrai as energias dissonantes e desequilibradas, absorvendo-as e desintegrando-as no seu interior. Vibrações negativas como o mau-olhado e a inveja são atraídas pelo magnetismo da pedra ónix, sendo dissolvidas por ela.
Entre as suas propriedades terapêuticas, pode-se ainda destacar o aumento da estabilidade emocional graças à sua capacidade de balancear as energias yin e yang no nosso organismo. Ao auxiliar no controle das nossas emoções, este quartzo preto ajuda nos a evitar a impulsividade e a desarmonia, afastando-nos de discussões e conflitos.

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